Honram-me lendo meus escritos...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Soneto de repúdio ao ócio.

 (Ao amigo Pôncio Mineiro)
Tédio diabólico que me aperreia,
desgarra de mim, tire suas unhas.
Estanca a sangria de minha veia.
Eu não sou tão mocho quanto supunhas


Aranha maldita de cuja a teia
faz essa adaga que sempre empunha
e crava nos cornos, creia ou não creia
tal como o ourives, na jóia, cunha


Desista de vez, pois não me entrego!
Se pedes, não dou. Se jogas, não pego!
Do solo seco, verto cachoeira.


Não me procures, não sou seu amigo.
Sim, hei de morrer, mas não vou contigo!
Seguirei sorrindo, amando quem queira!


Cristiano Marcell

10 comentários:

  1. Muito bom caro amigo,

    "Desista de vez, pois não me entrego!
    Se pedes, não dou. Se jogas, não pego!
    Do solo seco, verto cachoeira."

    Belíssimo!

    Abçs

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  2. Tédio que cerceia
    Minha estulta mente
    Cheia de teia.

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  3. Ficar no ócio
    há quem diga nunca é
    um bom negócio.

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  4. Bem, se é isto o que você faz nos seus momentos de ócio, menino, desejo que eles sejam muitos... bom demais!

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