Pertences do Esquife
Honram-me lendo meus escritos...
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sábado, 11 de junho de 2016
Nós
Descerre a porta
Entreolhar-nos-emos
Sim, nós
Entrelaçados em nós
Unidos
Uníssonos
Únicos
Em verdade extrema
Ou delírios oníricos
Que importa?
De posse dos remos
Sim, nós
Seguiremos a sós
Silenciosos
Garbosos e
Amantes
Num barco de amor
No rio dos tempos
Nunca antes navegados.
Eis que virá a aurora
A última cena
Em meus devaneios
Creia morena
Já a conhecia
Prendeste a mim
Prenda minha.
Será a rainha
Enquanto serei
Seu vassalo
Príncipe a cavalo
Seu bobo
Seu rei.
Cristiano Marcell
sexta-feira, 16 de maio de 2014
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Teresinha
Caí!
Deu-se a tragédia
ao sair no portão.
Tropecei
num bendito ramo
bati com a cabeça
Daí
d'uma amnésia
tive medo então.
Eu voltei,
pra dizer: eu te amo
antes que me esqueça.
Cristiano Marcell
Deu-se a tragédia
ao sair no portão.
Tropecei
num bendito ramo
bati com a cabeça
Daí
d'uma amnésia
tive medo então.
Eu voltei,
pra dizer: eu te amo
antes que me esqueça.
Cristiano Marcell
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Homofobia
Maria na igreja
pediu, fervorosa,
dois dedos de prosa
com Santo Antônio
Toda bem fazeja
Nervosa e gaga
prometeu boa paga
por um matrimônio
Ao saber, o santo,
ser outra Maria
que a moça queria
para convivência
disse,com espanto:
Pr'um amor indevido
esse seu pedido
caiu em exigência
Cristiano Marcell
pediu, fervorosa,
dois dedos de prosa
com Santo Antônio
Toda bem fazeja
Nervosa e gaga
prometeu boa paga
por um matrimônio
Ao saber, o santo,
ser outra Maria
que a moça queria
para convivência
disse,com espanto:
Pr'um amor indevido
esse seu pedido
caiu em exigência
Cristiano Marcell
sábado, 18 de maio de 2013
Minha poesia
A poesia de quem vos fala
é parca
coisa rala
de fundo de gaveta
largada na arca
De sonhos nus
de poucas palavras
de poucas vidas
falácias produzidas
em larga escala
são anos-luz
de paixões reprimidas
de minha lavra
Eu sou escroto
eu assassino
eu não assino
o protocolo de Kioto
Mas há de chegar o dia
em que eu me Gullarei
então amiga
pois sim, eu terei
me acertado contigo
minha poesia
Cristiano Marcell
é parca
coisa rala
de fundo de gaveta
largada na arca
De sonhos nus
de poucas palavras
de poucas vidas
falácias produzidas
em larga escala
são anos-luz
de paixões reprimidas
de minha lavra
Eu sou escroto
eu assassino
eu não assino
o protocolo de Kioto
Mas há de chegar o dia
em que eu me Gullarei
então amiga
pois sim, eu terei
me acertado contigo
minha poesia
Cristiano Marcell
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Desculpas
Não se entristeça, meu amor
Perdoa meu vacilar
Ouça, bem, o meu apelo
Olhe pra mim, por favor
De outra vez, juro notar
No seu corte de cabelo
Cristiano Marcell
Perdoa meu vacilar
Ouça, bem, o meu apelo
Olhe pra mim, por favor
De outra vez, juro notar
No seu corte de cabelo
Cristiano Marcell
quinta-feira, 14 de março de 2013
A minha poesia
é magricela,
com pouca sutança,
anêmica
um retrocesso
Quem sabe um dia
eu ponha nela
Uma substância
polêmica
pra ter sucesso?
Oh, mente infame, deixe estar!
Oh,Pensamento inútil
que eu moo pelo avesso.
Poeta não é popstar.
Sucesso é troço fútil.
Palavra, não tem preço!
Cristiano Marcell
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
RELIGARE
O rapaz pediu ao pai
que o mostrasse Deus
O pai o levou até o espelho
- Eis Deus!!
O rapaz pediu ao pai
que o mostrasse Satanás
Novamente, mostrou-lhe o reflexo
- Eis Satanás!!
Irritado
frustrado
com tanta
responsabilidade
revelada
resolveu
procurar
uma religião
para sua alma
tirar o corpo fora.
que o mostrasse Deus
O pai o levou até o espelho
- Eis Deus!!
O rapaz pediu ao pai
que o mostrasse Satanás
Novamente, mostrou-lhe o reflexo
- Eis Satanás!!
Irritado
frustrado
com tanta
responsabilidade
revelada
resolveu
procurar
uma religião
para sua alma
tirar o corpo fora.
Cristiano Marcell
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Amantes
Após oito andares
afoitos de escada,
finalmente chegamos.
Nada importa.
Se fechamos a porta
ou se nos amamos.
De forma apressada,
como por instinto,
vamos às preliminares
O calor do recinto
A luz apagada
Nada se come
Nada se bebe
a paixão nos consome
e o sofá nos recebe
Vários sussurros,
tantos gemidos.
Agarro-te e encaixo.
Sem sequer um beijo,
você pede e eu surro!
Fez-se um bramido,
um berro, um urro!
Terá sido tanto desejo?
Deitados,
corpos juntos,
deleitados!
E eu faceiro
ensaio um assunto:
Sabe, eu acho
que como vândalos
rachamos o céu
e assustamos lá embaixo
com nosso escândalo,
Mulher, o porteiro
nesse pacato quarto de hotel.
afoitos de escada,
finalmente chegamos.
Nada importa.
Se fechamos a porta
ou se nos amamos.
De forma apressada,
como por instinto,
vamos às preliminares
O calor do recinto
A luz apagada
Nada se come
Nada se bebe
a paixão nos consome
e o sofá nos recebe
Vários sussurros,
tantos gemidos.
Agarro-te e encaixo.
Sem sequer um beijo,
você pede e eu surro!
Fez-se um bramido,
um berro, um urro!
Terá sido tanto desejo?
Deitados,
corpos juntos,
deleitados!
E eu faceiro
ensaio um assunto:
Sabe, eu acho
que como vândalos
rachamos o céu
e assustamos lá embaixo
com nosso escândalo,
Mulher, o porteiro
nesse pacato quarto de hotel.
Cristiano Marcell
sábado, 12 de janeiro de 2013
Selarón
Nesse lindo Rio
Bonito e laico
Distingue-se um mosaico
cores num desfile,
oriundo do Chile,
reluzem no mapa
Por decênios
chorarão turistas,
boêmios,
putas.
mulheres grávidas
Das grutas
Flechas lançadas
dos arcos da Lapa
cruzam o belo, o feio
o mau e o bom;
Pelo caminho do meio.
Lá se vai, Selarón
Bonito e laico
Distingue-se um mosaico
cores num desfile,
oriundo do Chile,
reluzem no mapa
Por decênios
chorarão turistas,
boêmios,
putas.
mulheres grávidas
Das grutas
Flechas lançadas
dos arcos da Lapa
cruzam o belo, o feio
o mau e o bom;
Pelo caminho do meio.
Lá se vai, Selarón
Cristiano Marcell
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Não luto
Quando eu me for
não force
Não se enforque por mim
Foque só em você
pois eu: fuck me.
Deu-se o fim
a vida segue
o tempo corre
faça seu legado.
Desapegue
ouça o ditado:
viúvo é quem morre!
não force
Não se enforque por mim
Foque só em você
pois eu: fuck me.
Deu-se o fim
a vida segue
o tempo corre
faça seu legado.
Desapegue
ouça o ditado:
viúvo é quem morre!
Cristiano Marcell
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Impotência
Não há como!
Vá embora!
Há muito não como!
Decerto,
se eu comê-la agora,
é coma certo!
Pare!
Que saco!
Largue minha gola
Não repare,
ando mais fraco
que galinha d'angola
Vá embora!
Há muito não como!
Decerto,
se eu comê-la agora,
é coma certo!
Pare!
Que saco!
Largue minha gola
Não repare,
ando mais fraco
que galinha d'angola
Cristiano Marcell
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
HAICAIS ABDUZIDOS
Haicais Abduzidos é o resultado do 1º CONCURSO DE HAICAIS DO BLOG POETAS DE MARTE (http://poetasdemarte.blogspot.com.br/).
Organizado por Cristiano Marcell, o concurso procurou divulgação do
haicai e dos autores em duas categorias (clássico e ocidental). Os
primeiros colocados de cada categoria foram: Arnoldo Pimentel (clássico)
e Vilma Piva (ocidental). Também participam da premiação: Alvaro
Posselt, Bento Sales, Elisa Campos, Gustavo Hanoch, Ineifran Varão,
Leandro Raimundini, Luna Di Primo, Marli Franco, Rafaela Figueiredo,
Se-Gyn, Tuca Zamagna e Valmir Jordão.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Desabafando
Nunca vi
disco voador
nem alma penada
Nunca ouvi
uma ode de amor
a mim dedicada
Enfim,no fundo,
espíritos, marcianos,
meu senhor,
aprendi com os anos,
assim como o amor,
não são do meu mundo
disco voador
nem alma penada
Nunca ouvi
uma ode de amor
a mim dedicada
Enfim,no fundo,
espíritos, marcianos,
meu senhor,
aprendi com os anos,
assim como o amor,
não são do meu mundo
Cristiano Marcell
domingo, 2 de dezembro de 2012
Coito
Ver-te
me faz verter
pelos poros
pelos olhos
por meu ser
algo etéreo,
sério!
Ouvir-te
é pressentir
algo de bom
no armagedon
que está por vir
Há salvação,
ou não?
Tocar-te
e tatear
tudo que é teu.
Sou Prometeu,
venha me atar
no Cáucaso.
Aplauso!
Montar-te
então trotar
em seu dorso
é só gozo
a extasiar!
Quero sempre
no seu ventre.
me faz verter
pelos poros
pelos olhos
por meu ser
algo etéreo,
sério!
Ouvir-te
é pressentir
algo de bom
no armagedon
que está por vir
Há salvação,
ou não?
Tocar-te
e tatear
tudo que é teu.
Sou Prometeu,
venha me atar
no Cáucaso.
Aplauso!
Montar-te
então trotar
em seu dorso
é só gozo
a extasiar!
Quero sempre
no seu ventre.
Cristiano Marcell
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Poema
Vi, pela manhã,
um breve raio de sol
Ouvi o canto da sabiá
disputando com o sanhaço.
Notei algo tão óbvio:
a natureza não rima para fazer poesia
um breve raio de sol
Ouvi o canto da sabiá
disputando com o sanhaço.
Notei algo tão óbvio:
a natureza não rima para fazer poesia
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Idiota
Idiota,
tu amas?
Então como não notas
quando declamas
um poema de amor
tu te tornas um idiota.
Ora, por favor,
todo mundo sabe
que a parte que cabe
ao apaixonado
é ser idiota,
pois já foi provado:
toda ode de amor
existente no universo
não pode ter um só verso
que não seja idiota
Agora, se não
amaste algum dia
não fizeste poesia
com seu coração
Assim te comportas?
Estás eleito,
és um bobo, um bufão
um perfeito idiota!
tu amas?
Então como não notas
quando declamas
um poema de amor
tu te tornas um idiota.
Ora, por favor,
todo mundo sabe
que a parte que cabe
ao apaixonado
é ser idiota,
pois já foi provado:
toda ode de amor
existente no universo
não pode ter um só verso
que não seja idiota
Agora, se não
amaste algum dia
não fizeste poesia
com seu coração
Assim te comportas?
Estás eleito,
és um bobo, um bufão
um perfeito idiota!
Cristiano Marcell
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Não é mesmo?
Não desejo muito!
Meu intuito
é ter
pra vestir e comer
somente o que me baste!
Não tendo, não gaste!
Pra que mais do que isso
senão
pra ter mais preocupação
e outros tantos compromissos!
Meu intuito
é ter
pra vestir e comer
somente o que me baste!
Não tendo, não gaste!
Pra que mais do que isso
senão
pra ter mais preocupação
e outros tantos compromissos!
Cristiano Marcell
domingo, 28 de outubro de 2012
Mundano
Creia,
eu nunca cri
no sacrifício,
no sacrilégio,
no tédio da missa
e nem na premissa
de que Deus castiga
e eu sou pecador
desde a concepção
Não faço promessa
não tenho figa
e não tem essa
de que a vida
se estende mais um bucado
Sim,pro outro lado!
Não uso terno
na porta da igreja
e se dizes, do púlpito,
que o Senhor (ou Alá)
me mandará pro inferno,
de modo abrupto,
que assim seja!
te espero por lá!
eu nunca cri
no sacrifício,
no sacrilégio,
no tédio da missa
e nem na premissa
de que Deus castiga
e eu sou pecador
desde a concepção
Não faço promessa
não tenho figa
e não tem essa
de que a vida
se estende mais um bucado
Sim,pro outro lado!
Não uso terno
na porta da igreja
e se dizes, do púlpito,
que o Senhor (ou Alá)
me mandará pro inferno,
de modo abrupto,
que assim seja!
te espero por lá!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Sem son(h)o
Quando eu durmo
meu sono é pesado
e peno um bucado
até acordar
E eu quase sumo
Nesse emaranhado
de sonho frustrado
a me atormentar
Desperto sem rumo
e vivo assombrado
sem ter ao meu lado
alguém pra ninar
meu sono é pesado
e peno um bucado
até acordar
E eu quase sumo
Nesse emaranhado
de sonho frustrado
a me atormentar
Desperto sem rumo
e vivo assombrado
sem ter ao meu lado
alguém pra ninar
Resposta ao poema de Ana Bailune(AQUI)
Cristiano marcell
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