Viver...

Viver é entrar no labiritno sem o fio de Ariadine !

Honram-me lendo meus escritos...

domingo, 27 de maio de 2012

Limericks

     Não é nenhuma novidade para os caríssimos leitores, portadores de extrema boa vontade, que visitam o Esquife, que tenho grande predileção por Haicais. Tanto que, há algum tempo atrás, criei um novo espaço ao qual nomeei Haicai e não machuca, hoje muito bem frequentado por outros haicadistas e simpatizantes.
     Inundando-me de modéstia, posso me classificar como um sujeito eclético. Talvez isso seja prejudicial aos olhos de outras pessoas. Nem mesmo em matemática, minha formação acadêmica, me considero um.
     Num passado recente descobri uma nova métrica, oriunda supostamente da Irlanda, chamada Limerick.Sarcásticos, um tanto despudorados e com uma métrica assaz interessante, fascinaram-me de imediato.
     A partir dessa quarta-feira, inaugurarei a coluna Quartas de Limericks
     Espero tê-los aqui no meio de semana.

     Diarréia

O suor gélido escorria
Enquanto a tripa retorcia
Do trono à cama
Foi esse o drama
De ter sido rei, por um dia!
(Cristiano Marcell)


Entrelinhas

 


Muita paz!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coração

Oh, coração,
por favor, ouça!
Bata-me
com fulgor,
com todo amor
e a plena força.
E sem pestanejar
retire todo ar
de meu pulmão.

Venda-me,
com tudo
e por nada.
Minha’lma depravada
pra qualquer pessoa
de índole boa
numa feira de mangaio.
Outrossim,
se eu permanecer assim
eu caio,
eu pifo.
Devora-me,
coração,
pois senão
eu te decifro!

Cristiano Marcell

domingo, 20 de maio de 2012

Inspiração

Fiz dois versos
só dois, nada mais!
Uma neblina espessa
na minha cabeça
pairou e estacionou

Maldita poesia que não sai

Talvez, adverso,
enfermo e sem paz
o poema pereça
sem que se compadeça
pois nem se criou

desprovido de rima, mãe ou pai.

Cristiano Marcell

terça-feira, 15 de maio de 2012

Flor

Em meu peito
havia pedância,
preconceito,
pois desde a infância
desenhava versos,
destruia sagas,
criava universos,
resolvia dilemas...
pensava ter mãos magas
pra fazer poemas!
Em meu ponto de vista
um tanto machista
só homens faziam bem
poesia

Mas certa feita
li, bobo e espantado,
a flor lusitana!
Que forma escorreita,
bela, sutil e bacana
Eu era a janela
que o vento forte espanca
na noite de frio!
Um amigo sempre avisa:
a mulher tem brio
e pode ser poetisaa
e sem medo
do amor
parir soneto,
Flor
bela
Espanca.

À poetisa lusitana Florbela Espanca que me fez enxergar,
ainda muito menino, que as mulheres são poetisas inatas

sábado, 5 de maio de 2012

Sou

Inexistindo o amor
há muito pouca poesia

Aproximando-se o amor,
desejo muita poesia

Depois do amor mal feito,
faço meia poesia

Em meio a tanto amor,
quero inteira, a poesia

Após o amor bem feito,
sou todo feito de poesia!

Cristiano Marcell

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Corrupto

De quantos quilates preciso
para ter felicidade:
um, dois, três, mil?

Sei que para honrar meu siso
devo deixar a vaidade,
nunca ser vil

Mas como não ouvir o guizo
da cobra, esse alarde
no meu covil

Por isso, me descolonizo
apanho meu greencard,
Adeus Brasil

Cristiano Marcell

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cotidiano

Hoje, dia primeiro de maio, publico um poema do e-book Poesia por alguns contos(aqui).



 Muita paz!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mediunidade

Quando mais novo
eu tinha visões.
Espíritos bons e ruíns.
Demônios anões
e belos serafins
no meio do povo!

Pouco a pouco
não houve remédio
foram-se de minha vista!
Não eras médium,
disse o psicanalista,
e sim, um louco!

Sinto saudades
do que via em outrora:
fantasmas em casa.
Nos homens de agora
há bondade escassa
e maiores maldades

Pensemos direito,
câncer, ódio, impostos,
nascer com pecado!
Melhor com os mortos!
Serei eu, todo errado
e o mundo, perfeito?

Cristiano Marcell

sábado, 21 de abril de 2012

Chega de Saudade

 

Eu, minha filha e meu pobre violão....

Meu E-book


Prezados(as) amigos(as)

Gostaria de convidá-los a ler o e-book(livro eletrônico) que acabei de lançar através do projeto Castamha Mecânica de meu amigo Ferd Caju.

Poesia por alguns contos é uma edição despretensiosa de somente mostrar parte do que produzo. Não objetiva ter lucros(o que seria um paradoxo, já que ganhar dinheiro com poesia e impossível) ou coisa que valha, somente expor ao mundo parte do que sinto, ou não, através de contos e poesias.

Dê-me a honra de sua presença e se gostar, peço por gentileza, que divulgue aos amigos e inimigos, por que não.

O endereço é


http://castanhamecanica.wordpress.com/acervo/


Muita paz!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tsunami

MARMARMARMA AREIAAREIAAREIAAREIAAREIAAREIA
 MARMARMARMARMARMARMAREIAAREIAAREIAAREIA
MARMARMARMARMARMARMAREIAAREIAAREIAAREIA
MARMARMARMARMARMARMAREIAAREIAAREIAAREIACIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARAREIAECIDADECIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARAREIAECIDADECIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARMARIAECIDADECIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARDADECIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARDECIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMAR
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMAR
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMAR
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMAR
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMAR
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMAR
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARMARDESGRAÇA
MARMARMARMARMARMARMARMARMARMARDESGRACIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARMAREXCIDADEXCIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARMAREXCIDADEXCIDADE
MARMARMARMARMARMARMARMARINFELICIDADEXCIDADE
MARMARMARMARMARMARMAMUITAINFELICIDADEXCIDADE
MARMARMARMARMARMARMAMUITAINFELICIDADEXCIDADE
MARMARMARMARMARMARMAMUITAINFELICIDADEXCIDADE
MARMARMARMARMARMARMAMUITAINFELICIDADEXCIDADE

   Cristiano Marcell

terça-feira, 17 de abril de 2012

Revoltemo-nos...

Por conta da situação
atual de minha terra
quero ser um ser que berra
errante na multidão

Porém gritar no verso
não consigo
então peço,
vamos lá pra fora
meu amigo,
marquemos uma hora

todos nós
milhões de nós

e numa sexta-feira
num ato de rebeldia
contra o que se fez Brasil
subamos o pico da Bandeira
e urremos a poesia:
vão pra puta que o pariu!

Cristiano Marcell

A maior flor do mundo - Saramango


José Saramago

sábado, 14 de abril de 2012

Uma única vez

Fume-me
metodicamente
meu gosto é de menta
experimenta,
vais gostar disso

Ame-me
glutosamente
esse pecado alimenta!
Ardil, formenta
esse reboliço


Coma-me
amorosamente
fume, após a lenta
cópula isenta
de compromisso

desmame,
suma da frente!
Não me atormente.
Não dê com a venta
mais, nesse cortiço

Cristiano Marcell
(Uma resposta à canção Folhetim, de Chico Buarque)
 
Gal Costa e Jaques Morelenbaum no Violoncelo

sábado, 7 de abril de 2012

José Saramago

Química
Sublimemos, amor. Assim as flores
No jardim não morreram se o perfume
No cristal da essência se defende.
Passemos nós as provas, os ardores:
Não caldeiam instintos sem o lume
Nem o secreto aroma que rescende.
(José Saramago)
Cristiano Marcell

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Saudade

      Esta semana ficarei longe de minha família que estará viajando. Eu, em favor de meu trabalho, tive que declinar do passeio, infelizmente.
      A saudade é melhor definida na letra de Francisco Buarque de Hollanda que canta junto a Zizi possi. Quem ouvir com a alma haverá de concordar comigo, tenho certeza.

Pedaço de mim


Muita Paz!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sala de aula

    Como profissional de ensino , muita das vezes me vejo de mãos atadas e por mais que me empenhe na tentativa de evolução do ensino, admito que existe uma reciprocidade na culpa da baixa qualidade do ensino tanto na rede pública como privada. Se por um lado há uma falta de ânimo crônica no corpo docente, devido ao descaso das castas governamentais e baixos salários, não há como negar a apatia doentia de boa parte do alunado que não procura o aprendizado pelo aprendizado. Há uma busca enojante pelo saber somente daquilo que será usado ou não, levantando-se sempre a pergunta:"Para que tenho de saber isso?". O que me preocupa é o fato dessa indagação começar(e já começou há algum tempo,tenham certeza) por conceitos ditos como básicos e necessários para qualquer ser que deseja viver numa sociedade civilizada.
     O desenho a seguir, fiz num dia de questionamento existencial de minha profissão. Ainda assim, caros amigos que muito me honram com suas visitas, digo com firmeza plena que amo meu ofício e não saberia fazer outra coisa.

(clique sobre a figura)

      Costumo dizer, em tom de brincadeira, que lamento muito não ter tido o mesmo privilégio que Drummond, ao nascer. Nenhum anjo torto veio até mim, dizendo no que eu me tornaria. Qual teria sido o motivo da predileção divina pelo célebre escritor e não por mim?
      É claro que o poeta narra essa passagem apenas para enriquecer nossos corações com sua obra literária. Grandes nomes da ciência, filósofos renomados, chefes de Estado, músicos, ao abandonarem o ventre materno não tiveram a menor noção da contribuição que dariam ao mundo. Envoltos num manto, em meio a choros causados por cólicas, não temos grandes idéias que nos valem um Nobel. Tampouco fazemos discursos comoventes e intangíveis que transmitem uma mensagem que atravessa o milênio. I have a dream? Se temos sonhos, como Luther King, não lembramos dos mesmos nessa fase.
      Fora o fato de sermos extremamente importantes para nossos familiares não temos nenhuma serventia no início de nossa jornada. Quando olhamos um bebê não divagamos sobre qual será sua futura função na equipe de pesquisas espaciais ou quantos projetos sócio-educacionais ele idealizará para alavancar o país rumo à extinção da pobreza.
A pergunta que faço é : Por que, cada vez menos, indispomos de paciência e vontade de aprender coisas cuja aplicabilidade imediata não conseguimos enxergar?
      Nesses anos de magistério, convivo com indagações do tipo Pra que tenho de saber isso? Alguns querem realmente ter a informação e outros tentam somente desmoralizar-me mostrando que a Matemática nos toma tempo e esforço preciosos para nada.
Se o assunto em voga é números complexos ou gráficos senoidais, reconheço que fica complicado para que tenhamos a compreensão de sua importância na eletrônica, por exemplo, mesmo por que não objetivamos ser técnicos ou engenheiros, na maioria das vezes. Entretanto, chegamos a uma era em que banalizamos até mesmo a aritmética básica com suas operações fundamentais.
      Certa vez um morador da ilha de Samos comprovou que a área do quadrado cujo lado é a hipotenusa de um triângulo retângulo é equivalente à soma das áreas dos outros dois cujos lados são os catetos da mesma figura. Deu a esse teorema (ou deram a ele) o seu próprio nome. Estava criado o Teorema de Pitágoras sem imaginar sua utilização séculos depois por Leibniz no Cálculo Diferencial, primordial na construção de grandes obras. Euler, ilustre matemático, que fazia incansáveis estudos rodeado de crianças e que teve a infelicidade de perder a visão, pesquisou sobre os grandes números primos de vários algarismos, sem saber que seriam usados em senhas para defesa de informações confidenciais.
       Devemos nos conscientizar de que devemos aprender e descobrir coisas sem a preocupação austera de onde e quando vamos manusear sua s ferramentas.
Tratemos a Matemática, a Física, a Química, a Literatura etc., como quem cuida de um recém-nascido. Gostando dele ainda que atualmente nos consuma as energias e sabendo que dentro em pouco nos dará alegria e orgulho.
       Quem sabe Drummond, anjo que certamente agora é, venha-nos na flor da idade e nos agracie parabenizando não pelo que seremos mas, sim, pelo que nos tornamos. 

Cristiano Marcell

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

domingo, 18 de dezembro de 2011

Sérgio Brito



Cai o pano.
Vai-se o mito
Ésquilo,Sófocles e tantos
com bastante elonquência
fazem reverência
a ti, Sérgio Brito